A lot of people I meet seem very curious and I am usually asked some details about how the hell I left my job at ThoughtWorks Brazil and moved to San Francisco to work for Gogobot. Overall, the transition was pretty simple. Getting the H1B visa was a lot simpler and faster than I expected. It took me around 2 months from the date Gogobot entered the petition to the US Gov. to the day I got my passport back with the visa stamped on it. However I was a bit lucky, since there is an early quota of 60 thousand H1B visas that US will distribute, starting every year in April. I applied around October, so the quota was almost over, but I was lucky enough to make it. Another friend that applied a few weeks later wasn’t so lucky and will have to wait till April till the window opens again.

Another thing that people usually ask me is how I got to know the company and how did I get the job. From my personal experience and from what I heard from other fellow developers, companies are not very receptive to the idea of sponsoring an H1B visa to a foreign developer, probably due to the high cost and risk involved with it. The usual flow is: you get in touch with the company you are interested in, probably send an email with a nice cover letter and your resume attached, and get no response at all. The only advice I will say is: If you really want that, be persistant and keep trying. Write a nice cover letter, with a brief introduction of who you are and why you want to work for that company. Try to be creative, original, otherwise you will be treated just like yet another average foreign candidate. Also extremely important is showing your achievements, having one or more pet projects is a big plus, actively contributing to open source, etc.

It is definitely not an easy task, nor an easy decision to leave everything behind and move to another country. Anyways, I still believe it is something extremely valuable in terms of career growth and life experience. If you can, I would advice you to do it! The sooner the better. As you get older, buy a house, have kids, marry, etc., it will be harder and harder to do something like this. For the same reasons, I support entrepreneurism.

I’ve been here for almost one month so far, and right now, I can say I am very happy to have taken this decision, despite having to leave friends, family and my beloved fiancee behind. We will try to soften the hurt by visiting each other periodically.

Gogobot

All in all, Gogobot is a great place to be, where I have the opportunity to work very talented and nice people and also experience the uniqueness of working for a Silicon Valley tech startup with milions of users and great media exposure!

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ThoughtWorks 6 meses depois

On 07/07/2011, in Uncategorized, by felipecsl

Desde Janeiro estou trabalhando como consultor na ThoughtWorks, no “prédio novo” do TecnoPUC. Posso afirmar com plena convicção que estou muito feliz de ter tomado essa decisão e, por isso, resolvi que seria legal compartilhar um pouco de como é o nosso dia-a-dia lá dentro.

A primeira impressão ao entrar no escritório é de que algo ali é diferente das empresas de TI tradicionais. Não há baias, apenas grandes mesas sem divisórias. Pessoas trabalhando em pares, ou seja, dois para cada computador, NERF darts pelo chão, video-games no lounge e pessoas falando alto.

A ThoughtWorks é conhecida mundialmente por ser uma das pioneiras na prática de metodologias ágeis. Isto faz com que ela tenha uma cultura à parte, que incentiva a colaboração e entrega de alto valor agregado. A empresa tem uma missão um tanto quanto ousada: “Revolucionar a TI”. Para tal, possui um modelo de três pilares que descrevem os seus principais propósitos: Sustainable Business (negócio sustentável), Software Excellence (excelência em software)  e Social Justice (justiça social). Os dois primeiros são totalmente esperados para uma empresa de TI, entretanto, justiça social é um valor que poucas empresas valorizam tanto quanto a ThoughtWorks. Isto faz com que procuremos antender apenas clientes que se alinhem com o nosso perfil, evitando fazer negócios com aquelas que vão de encontro com estes valores.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção lá foi a autonomia que é dada a cada funcionário. Em primeiro lugar, não há uma hierarquia definida e nem um conceito de “chefe”. Cada um exerce seu papel e é exigido de acordo com o que é esperado dele. Caso você não esteja satisfeito com alguma coisa, você tem toda a liberdade para propor uma sugestão ou conversar com seus colegas para tentar identificar problemas e propor soluções. Essa é uma característica bastante única na minha opinião e foi a que levei mais tempo para assimilar completamente. Por estes motivos, não é raro ouvir pessoas falando que é necessário “desconstruir” para então “reconstruir” vários conceitos quando se entra na empresa, quase como uma lavagem cerebral. :)

O processo seletivo da ThoughtWorks é bastante completo, exigente e extensivo. A empresa se propõe a ser um lugar para as mentes mais brilhantes naquilo que fazem. Por isso, costuma-se dizer que ser um Thoughtworker não é para qualquer um. São testadas várias características do candidato, desde valores e perfil até capacidade de raciocínio lógico e habilidades como programador. São várias etapas classificatórias e eliminatórias. O processo todo não costuma levar menos de um mês por candidato, conversando com cerca de 10 pessoas no total. Apesar de difícil, não é impossível, afinal, eu consegui. :)

A TW também é uma empresa global por natureza. Com diversos escritórios pelo mundo todo, a rotação entre países é incentivada. Com isso, é muito comum termos muitos Thoughtworkers viajando entre escritórios e trabalhando nos clientes. Durante qualquer período do ano, temos pelo menos 10% de expats (TWers que vieram de outros países) no escritório da TW Brazil. Lá dentro, a língua oficial é o Inglês. O Leonardo Borges, que trabalha na TW Austrália e escreveu sobre as experiências dele, não me deixa mentir! Nenhum escritório tem mais de aproximadamente 150 funcionários. Quando ele atinge este limite, geralmente ele pára de crescer e procura-se outro lugar para abrir um novo. O motivo disto é muito simples: Depois de uma certa quantidade de pessoas dentro de um escritório, acaba se tornando muito difícil de conhecer todo mundo e de se manter um relacionamento estreito entre as pessoas. Por isso, existe este limite que procura garantir a identidade da empresa e a interação entre as pessoas.

Com esse post, espero ter passado uma noção de como funciona nosso dia-a-dia na TW e ter mostrado como ela é uma empresa realmente diferente. Para quem já trabalhou em uma startup ou uma empresa bem pequena (menos de uns 20 funcionários, por exemplo), vai se sentir em casa lá dentro, pois, apesar de ter mais de 1600 funcionários no mundo todo, a TW parece continuar mantendo as boas características de startups de tecnologia onde tudo é flexível e se trabalha com prazer. :)

Se você curtiu a TW, é apaixonado pelo que faz e gostaria trabalhar conosco, não deixe de entrar em contato. Afinal, estamos contratando. :D

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