ThoughtWorks 6 meses depois

On 07/07/2011, in Uncategorized, by felipecsl

Desde Janeiro estou trabalhando como consultor na ThoughtWorks, no “prédio novo” do TecnoPUC. Posso afirmar com plena convicção que estou muito feliz de ter tomado essa decisão e, por isso, resolvi que seria legal compartilhar um pouco de como é o nosso dia-a-dia lá dentro.

A primeira impressão ao entrar no escritório é de que algo ali é diferente das empresas de TI tradicionais. Não há baias, apenas grandes mesas sem divisórias. Pessoas trabalhando em pares, ou seja, dois para cada computador, NERF darts pelo chão, video-games no lounge e pessoas falando alto.

A ThoughtWorks é conhecida mundialmente por ser uma das pioneiras na prática de metodologias ágeis. Isto faz com que ela tenha uma cultura à parte, que incentiva a colaboração e entrega de alto valor agregado. A empresa tem uma missão um tanto quanto ousada: “Revolucionar a TI”. Para tal, possui um modelo de três pilares que descrevem os seus principais propósitos: Sustainable Business (negócio sustentável), Software Excellence (excelência em software)  e Social Justice (justiça social). Os dois primeiros são totalmente esperados para uma empresa de TI, entretanto, justiça social é um valor que poucas empresas valorizam tanto quanto a ThoughtWorks. Isto faz com que procuremos antender apenas clientes que se alinhem com o nosso perfil, evitando fazer negócios com aquelas que vão de encontro com estes valores.

Entretanto, o que mais me chamou a atenção lá foi a autonomia que é dada a cada funcionário. Em primeiro lugar, não há uma hierarquia definida e nem um conceito de “chefe”. Cada um exerce seu papel e é exigido de acordo com o que é esperado dele. Caso você não esteja satisfeito com alguma coisa, você tem toda a liberdade para propor uma sugestão ou conversar com seus colegas para tentar identificar problemas e propor soluções. Essa é uma característica bastante única na minha opinião e foi a que levei mais tempo para assimilar completamente. Por estes motivos, não é raro ouvir pessoas falando que é necessário “desconstruir” para então “reconstruir” vários conceitos quando se entra na empresa, quase como uma lavagem cerebral. :)

O processo seletivo da ThoughtWorks é bastante completo, exigente e extensivo. A empresa se propõe a ser um lugar para as mentes mais brilhantes naquilo que fazem. Por isso, costuma-se dizer que ser um Thoughtworker não é para qualquer um. São testadas várias características do candidato, desde valores e perfil até capacidade de raciocínio lógico e habilidades como programador. São várias etapas classificatórias e eliminatórias. O processo todo não costuma levar menos de um mês por candidato, conversando com cerca de 10 pessoas no total. Apesar de difícil, não é impossível, afinal, eu consegui. :)

A TW também é uma empresa global por natureza. Com diversos escritórios pelo mundo todo, a rotação entre países é incentivada. Com isso, é muito comum termos muitos Thoughtworkers viajando entre escritórios e trabalhando nos clientes. Durante qualquer período do ano, temos pelo menos 10% de expats (TWers que vieram de outros países) no escritório da TW Brazil. Lá dentro, a língua oficial é o Inglês. O Leonardo Borges, que trabalha na TW Austrália e escreveu sobre as experiências dele, não me deixa mentir! Nenhum escritório tem mais de aproximadamente 150 funcionários. Quando ele atinge este limite, geralmente ele pára de crescer e procura-se outro lugar para abrir um novo. O motivo disto é muito simples: Depois de uma certa quantidade de pessoas dentro de um escritório, acaba se tornando muito difícil de conhecer todo mundo e de se manter um relacionamento estreito entre as pessoas. Por isso, existe este limite que procura garantir a identidade da empresa e a interação entre as pessoas.

Com esse post, espero ter passado uma noção de como funciona nosso dia-a-dia na TW e ter mostrado como ela é uma empresa realmente diferente. Para quem já trabalhou em uma startup ou uma empresa bem pequena (menos de uns 20 funcionários, por exemplo), vai se sentir em casa lá dentro, pois, apesar de ter mais de 1600 funcionários no mundo todo, a TW parece continuar mantendo as boas características de startups de tecnologia onde tudo é flexível e se trabalha com prazer. :)

Se você curtiu a TW, é apaixonado pelo que faz e gostaria trabalhar conosco, não deixe de entrar em contato. Afinal, estamos contratando. :D

Tagged with:  

13 Responses to ThoughtWorks 6 meses depois

  1. Netto says:

    Ae, Felipe! Ótimo texto!
    Gostei muito da escrita mesmo. Tudo bem claro e objetivo.

    O legal é lembrar que nós entramos na mesma época, acho que uma semana de diferença só, e eu tenho uma visão bem parecida com a sua. Muito legal ver o quanto crescemos nesse tempo, né?

    Abraço.

  2. Fabio says:

    Grande POST Felipe!!! Só não te vi no Winning Eleven ali… tinha perdido? hehe
    Abraço

  3. Leandro says:

    Fala Felipe!
    Muito bala brother, bom saber que se achou na TW, e pelo visto o ambiente ai é show de bola.

    Sucesso !
    Abração

  4. Guilherme says:

    ótimo post Flima.

  5. Renato Gama says:

    Fala galera, fiz um post no meu blog sobre o processo seletivo deles, que aconteceu agora em setembro! Se quiserem dar um conferida e deixar feedback eu agradeco, grande abraco!!! Muito bacana seu texto felipe, realmente o que deu para perceber pela minha participacao no processo seletivo de vcs!!!!

  6. Denise says:

    Eu quero ser uma Thoughtworker , mas o processo seletivo falam que é Massa, o que eu posso fazer em termo de estudo ou para ter mais chances de passar no processo seletivo ?

  7. felipecsl says:

    Denise, isso depende de pra qual papel tu predende te candidatar, se é de Dev, BA (business analyst) ou QA (quality assurance). Eu diria que antes de qualquer coisa, é importante que teu inglês esteja afiado, que tu consiga estabelecer pelo menos uma conversação básica, consiga entender e te expressar de maneira clara.
    Em segundo lugar, eu diria para tentar te especializar ao máximo naquilo que tu gosta, seja desenvolver, analisar requisitou ou testar software. Te manter sempre conectada a o que está acontecendo, praticar bastante e acima de tudo, fazer o que gosta :)

    Espero ter ajudado!

  8. Denise says:

    Ajudou sim :) , como sou acadêmica ainda tenho q melhorar no desenvolvimento, apesar de participar de vários dojos, tenho que melhorar para trabalhar na TW. Não sei se vou conseguir, mas vou tentar !

    Obrigada pela resposta /

  9. Denise says:

    O grupo de dojo aqui do RJ recebeu chamada de seleção da ThoughtWorks Boot Camp, fiquei muito animada e participarei.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>